quinta-feira, 9 de julho de 2009

Investimento empresarial luso deverá cair 10,1% em 2009

O investimento do setor empresarial deverá registrar uma queda nominal de 10,1% neste ano em Portugal, revelou nesta quinta-feira uma pesquisa de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Trata-se da variação mais baixa desde 2003.

Segundo o INE, o principal fator limitante do investimento empresarial identificado é a deterioração das perspectivas de vendas.

O investimento efetuado dirige-se prioritariamente para a racionalização e reestruturação e, em menor escala, para o aumento da capacidade produtiva.

Em 2008, estima-se que o indicador tenha sofrido uma variação nominal de -0,6%, de acordo com os dados apurados pelo INE.

Em relação às perspectivas para 2009, com base nos dados de abril, a redução deverá ser de 9,5 pontos percentuais.

O INE considera que esta quebra deverá refletir o comportamento do investimento das empresas com mais de 250 pessoas ao serviço.

Setor

Espera-se ainda que este ano as principais variações negativas de formação bruta de capital fixo empresarial se verifiquem na Construção (-37,4%) e na Indústria Extrativista (-21,4%).

Por outro lado, os ramos que mais vão contribuir para a redução total do investimento são: Indústria Transformadora, Atividades Imobiliárias, Aluguéis e Serviços Prestados às Empresas e Construção.

Contrariamente, as únicas áreas em que se perspectivam aumentos de investimento são a Eletricidade, Gás e Água, os Transportes, Armazenagem e Comunicações e o de Hospedagem e Restaurantes.

Financiamento

O INE afirma que o autofinanciamento continua a ser a principal fonte para o investimento, atendendo 53,7% das necessidades das empresas em 2008 e 52,9% das demandas neste ano.

O crédito bancário manteve-se como a segunda principal fonte de financiamento, representando 29,4% do total em 2008 e 27,4% do total em 2009.

São as empresas dos setores de Transportes, Armazenagem e Comunicações e as da Indústria Transformadora que apontam ter as maiores limitações ao investimento em 2008 e 2009.

A seção de Comércio é a que apresenta, na média dos dois anos analisados, as expectativas mais elevadas de criação de emprego resultante do investimento realizado e a da Indústria Extrativista a que representa das expectativas mais baixas.

Fonte: UOL Economia

Nenhum comentário:

Postar um comentário