quarta-feira, 22 de julho de 2009

Receita do Yahoo cai 13% no segundo trimestre

Receita ficou em US$ 1,57 bilhão, enquanto lucro da companhia foi de US$ 141 milhões, mais que os US$ 131 milhões do mesmo período de 2008.

O portal de serviços online Yahoo registrou receita de 1,57 bilhão de dólares no segundo trimestre deste ano, uma queda de 13% em relação ao resultado do ano passado, informou a companhia nesta terça-feira (21/7).

O lucro líquido do trimestre fiscal finalizado no dia 30 de junho foi de 141 milhão de dólares, ou 10 centavos de dólar por ação - um ligeiro crescimento comparado aos 131 milhões de dólares ou 9 centavos de dólar por ação no mesmo período do ano anterior.

“Considerando a economia, estou satisfeita com nossos resultados”, declarou a principal executiva (CEO) da companhia, Carol Bartz.

A receita de serviços de marketing, que inclui os negócios de publicidade online, caiu 13% no ano. Já a receita dos serviços pagos, que inclui downloads de músicas, caiu 8% se comparada ao segundo trimestre de 2008.

A companhia atribuiu a queda na receita à venda da unidade de negócios Kelkoo, no ano passado, e às mudanças nas taxas de câmbio. Excluindo tais fatores, a receita teria caído apenas 6%, afirmaram os executivos do Yahoo.

O Yahoo lançou uma nova página inicial nesta terça-feira (21/7) como parte de seus esforços em atrair mais usuários aos seus serviços. Além disso, a companhia anunciou recentemente novos cortes de funcionários e voltou a negociar um possível acordo com a Microsoft na área de publicidade online.

Fonte: Computerworld

terça-feira, 14 de julho de 2009

Para Lula, demissão de secretária da Receita foi precipitada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou reservadamente seu ministro Guido Mantega (Fazenda) por causa do vazamento da demissão da secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira, antes da escolha de seu sucessor.

A decisão da saída de Lina estava tomada desde o início da semana passada, mas ainda não havia sido anunciada exatamente pela falta de um nome substituto que combinasse conhecimento técnico com jogo de cintura político.

Dentro do governo, a avaliação é a de que Mantega conduziu a troca de forma errada. Deveria ter conversado com a secretária apenas quando já tivesse escolhido seu sucessor e montado uma nova equipe, pelo menos com os assessores mais importantes.

A preocupação é que a substituição atabalhoada dê mais fôlego para a oposição, que instalará hoje, no Congresso, uma CPI para apurar irregularidades na Petrobras (leia mais no caderno Brasil). A secretária bateu de frente com a estatal ao questionar um procedimento contábil que permitiu reforçar o caixa da empresa com cerca de R$ 4 bilhões.

Tudo o que o governo queria era desvincular a saída da secretária de teses sobre possível ingerência política no fisco. As sucessivas quedas na arrecadação eram a justificativa que mais agradava ao governo e ajudariam tornar a substituição mais tranquila.

Vazamento

Na última quinta-feira, Mantega informou Lina sobre a decisão de tirá-la do cargo. O vazamento da demissão da secretária, porém, provocou um movimento contrário por parte de seus subordinados mais próximos. Sete dos dez superintendentes ameaçam entregar o cargo se a demissão não for revertida.

Os auxiliares diretos da secretária, contudo, já davam ontem como certa sua saída, pensando, inclusive, na forma como será a feita a transição para a nova administração. Ligados ao movimento sindical, eles temem que o substituto de Lina seja ligado ao ex-secretário Jorge Rachid.

A pressão levou o ministro da Fazenda a evitar confirmar a saída da secretária. "Não tenho obrigação de confirmar nada", disse o ministro.

Questionado se o presidente Lula está insatisfeito com a arrecadação federal, Mantega respondeu que Lula só teceu elogios à equipe econômica, mais uma vez evitando falar sobre a Receita Federal.

"O presidente não reclamou. Só parabenizou a equipe econômica e disse que está satisfeito com o resultado [da economia]", disse o ministro, ao final da reunião ministerial realizada ontem com o presidente.

Fritura

A assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda limitou-se, ao longo de todo o dia, a informar que não havia posição oficial do governo sobre o assunto, aumentando o constrangimento e a fritura da atual secretária.

A própria Lina deu sinais de que não pretende sair como "incompetente". Desde a semana passada, assim que foi avisada de que seria substituída, a secretária prepara um levantamento sobre as ações na sua gestão.

O documento servirá para rebater as críticas sobre a suposta paralisação da Receita Federal e quedas nas receitas em função de problemas administrativos dentro do órgão. Segundo a Folha apurou, a ideia é reunir dados para derrubar a tese de que a demissão teve apenas motivos técnicos.

Ontem, a secretária passou o dia reunida com seus assessores mais próximos trabalhando no balanço que será entregue a Mantega. Hoje, ela deverá se reunir com o ministro.

Fonte: Folha Online

Regras para exploração do pré-sal valerão para novos campos longe do mar

As novas regras para a exploração de petróleo na camada pré-sal valerão também para futuras descobertas em áreas com alto potencial de produção de hidrocarbonetos, mesmo se situadas longe do mar.

Essa foi a forma encontrada pelo governo para assegurar ao Estado maior participação em " projetos de interesse estratégico ou específico " , sem a necessidade de abrir novos debates sobre mudanças na legislação do setor.

Hipoteticamente, conforme a ressalva de fonte oficial, pode ser o caso de novos campos de gás na bacia do São Francisco ou de petróleo na Amazônia. Muitos geólogos consideram provável, por exemplo, a existência de reservas na região Norte. Hoje, ninguém pensa em explorar esse potencial, mas tal brecha no marco regulatório do pré-sal pode garantir os interesses da União no futuro.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, anunciou oficialmente as novas regras, após reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serão três projetos de lei, com pedido de tramitação em regime de urgência constitucional, conforme antecipou o Valor.

Eles tratarão de um novo fundo social, da criação de uma nova empresa estatal para administrar os recursos do pré-sal e da instituição do sistema de partilha para o pré-sal. A partilha da produção, válida igualmente para futuras descobertas em projetos " estratégicos " , conviverá com o atual sistema de concessões - este continuará sendo aplicado nas áreas já licitadas do pré-sal ou onde o risco exploratório é maior.

O formato final do marco regulatório deverá estar pronto em 15 dias. A partir daí, o presidente Lula vai apresentar o texto a especialistas, antes de encaminhá-lo ao Congresso com pedido urgência constitucional. No governo, a avaliação é que o projeto precisa ser votado, pelo menos na Câmara, neste ano, para não ser contaminado pelo debate eleitoral de 2010.

Segundo fontes presentes na reunião, Lula, mais uma vez, pediu pressa aos ministros Lobão e à chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, para a conclusão dos trabalhos. O relatório final da comissão interministerial está atrasado em quase um ano.

Neste ano, o ministro de Minas e Energia reclamou que " estava difícil reunir os integrantes da comissão " para que os trabalhos fossem concluídos. Por isso, a decisão de Lula de utilizar a reunião ministerial de ontem para que os ministros tomassem conhecimento das medidas, antes do envio ao Congresso.

Lobão afirmou que o governo criará um fundo para investir os recursos do pré-sal em educação, saúde e outras áreas sociais. Não ficou claro, contudo, quem vai gerir este fundo. Lobão afirmou que a ideia é que ele seja administrado pelo Ministério da Fazenda, mas está em debate a vinculação do fundo à Presidência da República.

O ministro declarou que a exploração das novas áreas será feita pelo sistema de partilha entre a União e as empresas que venceram as licitações para exploração da camada pré-sal.

Nesse sistema, todo o óleo pertence à União e as empresas selecionadas para explorar recebem uma quantia de petróleo ou de dinheiro previamente definida. Não foi definido também o percentual de partilha que caberá à União e às empresas que participarem dos leilões.

( Paulo de Tarso Lyra e Daniel Rittner | Valor Econômico)

Fonte: UOL Economia

Bolsas da Ásia sobem sustentadas por alta nas Bolsas norte-americanas

As bolsas de valores da Ásia terminaram em alta nesta terça-feira apoiadas em rali das ações do setor financeiro nos Estados Unidos que também ajudou o Japão a interromper uma série de 10 sessões de perdas. O avanço dos mercados acionários também reduziu um pouco a preferência de investidores por ativos mais seguros.

Notícias positivas de Cingapura contribuíram com o desempenho das bolsas. O crescimento econômico no centro comercial subiu a taxa anualizada de 20,4 por cento no trimestre até junho, encerrando quatro trimestres de contração.

Analistas disseram que outras economias asiáticas dependentes de exportação também devem apresentar melhorias no segundo trimestre, mas questionam se elas poderão ser sustentadas em meio à fraca demanda por parte dos consumidores.

Preocupações antes da divulgação de importantes dados sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos e uma onda de resultados de empresas norte-americanas, incluindo o do banco Goldman Sachs, foram suficientes para manter os preços das commodities em baixa.

"O sentimento do mercado melhorou levemente em comparação com alguns dias atrás, mas ainda precisamos ver os números reais dos resultados (de empresas) dos Estados Unidos", disse Mitsuru Sahara, gerente do Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ.

O índice Nikkei, de TÓQUIO, ganhou 2,34 por cento, a 9.261 pontos, com ações de bancos em valorização por comentários otimistas de uma influente analista sobre o setor financeiro norte-americano. As ações de companhias exportadoras receberam impulso da fraqueza do iene após forte apreciação recente. Na segunda-feira, o Nikkei recuou 2,6 por cento, atingindo o menor patamar de fechamento desde 18 de maio.

A analista Meredith Whitney elevou a recomendação do Goldman Sachs de "neutra" para "compra" na segunda-feira, afirmando que as ações de bancos estão a caminho, ao menos no curto prazo, de um ganho de 15 por cento.

"Após um período de baixa, o mercado tem buscado uma oportunidade de se recuperar, e os comentários da analista sobre o setor financeiro se encaixam nisso", disse Yutaka Miura, analista sênior da Mizuho Securities, em Tóquio.

A bolsa de SYDNEY avançou 3,47 por cento, enquanto TAIWAN ganhou 1,66 por cento e CINGAPURA 1,94 por cento.

O mercado de XANGAI registrou alta de 2,10 por cento e o de SEUL subiu 0,54 por cento. Ações negociadas em HONG KONG tiveram valorização de 3,66 por cento.

Às 7h47 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne as principais bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 3,4 por cento, para 316 pontos.

Fonte: UOL Economia

Ação da Light sai a R$ 24 em oferta

As ações ordinárias da Light vendidas na oferta pública secundária saíram a R$ 24 por papel, conforme dados disponíveis no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O valor é 4,2% menor que a cotação de fechamento da ação ontem na Bovespa, de R$ 25,05.

Foi registrada a venda de 32.170.480 ações, o que equivale a R$ 772,09 milhões. Isso significa que poderá haver exercício parcial dos lotes extras, já que a oferta inicial era de 26.791.345 ações ON. Os detalhes finais sobre a colocação só serão conhecidos com a publicação do anúncio de início e encerramento da oferta.

Do total de papéis vendidos, 13.391.345 ações eram da EDF International e o restante da BNDESPar, empresa de investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com a oferta pública, coordenada pelo Itaú BBA e pelo Citigroup, a EDF deixa de ser acionista da Light.

Os investidores de varejo puderam participar da distribuição, junto com os empregados da Light, com aplicação mínima de R$ 1 mil e máxima de R$ 300 mil. Não foi divulgado, ainda, no entanto, se houve rateio na operação.

Os papéis vendidos estarão disponíveis para os compradores no dia 15 de julho. A liquidação financeira ocorre no dia 17.

(Valor Online)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Semana tem agenda carregada no campo econômico e corporativo

Além de uma pesada agenda de indicadores econômicos, os investidores lidam ainda com uma importante rodada de resultados trimestrais. Durante a semana, serão conhecidos os balanços do Goldman Sachs, JP Morgan, Citigroup e Bank of America (BofA). Também são aguardados os números da Intel, Johnson & Johnson, Google, Nokia e General Electric (GE).

A segunda-feira é morna, tanto em âmbito doméstico quanto externo. Por aqui, apenas os tradicionais boletim Focus, do Banco Central (BC), a variação semanal da balança comercial e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Nos EUA, os agentes conhecem o déficit orçamentário de junho.

Na terça-feira, o dia é movimentado. Pelo lado doméstico, foco no desempenho do comercio varejista em maio. Já nos EUA, os agentes conhecem as vendas no varejo e o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de junho. No front corporativo, o Goldman Sachs mostra seu desempenho trimestral.

Na quarta-feira, os eventos externos dominam a pauta. Os agentes conhecem o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano, a ata do Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, e a produção industrial de junho. Na China, são aguardados o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, a inflação no atacado, a produção industrial e as vendas no varejo em junho.

Na quinta-feira, a agenda é pouco relevante, deixando o foco voltado para o balanço do JP Morgan. No Brasil, sai apenas ao IPC-S, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nos EUA, será apresentada a variação semana nos pedidos por seguro-desemprego.

A semana acaba com os resultados do Citigroup e Bank of America. Na agenda de indicadores, a atenção recai na construção de novas moradias nos EUA e no Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) de junho.

(Eduardo Campos | Valor Online)

domingo, 12 de julho de 2009

Pequenas petroleiras cortam produção e ameaçam fechar

O sonho de perfurar um poço, encontrar petróleo e, ato contínuo, fazer fortuna parecia quase real para os sócios da Aurizônia. Depois de quatro anos e R$ 50 milhões investidos para produzir óleo em 26 áreas no Rio Grande do Norte e em Sergipe, resta apenas decepção.

"Só produzimos 70 barris por dia. As dificuldades são muitas e reduziram nosso entusiasmo e o ímpeto de investir", diz Oswaldo Pedrosa, presidente da empresa de mineração.

Por todo o setor, o sentimento é parecido. Depois de investirem na obtenção de licenças e aluguel de equipamentos para explorar petróleo em terra, as pequenas produtoras relatam um rosário de problemas, boa parte atribuída ao único cliente, a Petrobras, e ao regulador do mercado, a ANP (Agência Nacional do Petróleo).

O resultado é a queda na produção de petróleo nas minipetrolíferas. Em um ano, ela caiu de 1.900 para 800 barris diários, calcula a Appom (Associação das Pequenas Produtoras de Petróleo).

Como as empresas têm perdido dinheiro na venda do óleo, optam por não produzir. Em março e abril, 5 de 19 poços na Bahia não jorraram uma gota de óleo. "Não imaginávamos que vender esse óleo seria tão difícil", afirma Anabal Santos, diretor da Appom.

"A criação de um setor de pequenas petrolíferas não decolou, infelizmente", diz Doneivan Ferreira, professor do Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia. A instituição faz pesquisas e forma profissionais em um campo-escola de petróleo em parceria com a ANP.

As primeiras minipetrolíferas foram criadas em 2001 para entrar nos leilões de campos de petróleo, da ANP. Hoje, são quase 50 empresas. São empreendedores de outros setores que viram oportunidade no mercado, como nos EUA.

Disputam campos marginais, que produzem até 500 barris por dia (porém poucos chegam a 40). A cifra é irrelevante para gigantes como a Petrobras, que produz 380 mil barris por dia em campos como Roncador, na bacia de Campos (RJ).

O óleo é vendido à Petrobras, dona de quase todas as refinarias do país. Segundo as empresas, a gigante desconta US$ 23 por barril, para separar a água do óleo. "Há seis anos, esse custo era de US$ 6", diz Pedrosa.

A água no óleo encarece ainda mais o transporte até as estações de tratamento. "Com impostos e royalties, fechamos no vermelho e não pagamos o investimento", diz Wagner Freire, presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo.

"Algumas pensam em fechar", diz Normando Paes, presidente da Appom e da empresa Panergy. Ele investiu R$ 11 milhões em dois campos de gás.

As pequenas queixam-se ainda de que desde 2006 a ANP não leiloa campos marginais. Estima-se que haja 60 campos leiloáveis. "Se as rodadas fossem frequentes, aumentaríamos a produção, diluindo custo e gerando receita", diz Freire.

A pequena receita impede o acesso ao crédito, que piorou com a crise. Os bancos não financiam uma atividade de tanto risco. "Nosso problema não é apenas a crise. É estrutural do setor", afirma Santos.

Especialistas acusam a Petrobras de não devolver à ANP campos marginais, que interessam às pequenas. Estima-se que haja 1.800 poços abandonados pela estatal na Bahia.

Fonte: Folha Online